sexta-feira, 16 de abril de 2021

Clássicos da Literatura em Filme - Capitães da Areia


Hoje trago a vocês não somente o Filme, mas também o Livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, que ainda não continha nesse Blog.

O Livro:

Desde o seu lançamento, em 1937, "Capitães da Areia" causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais.

Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente de sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.

O Filme:

Eles são desprezados pela sociedade e passam por todo tipo de dificuldade nas ruas de Salvador. Conhecidos como Capitães da Areia, o grupo liderado por Pedro Bala pratica pequenos delitos e vive de forma desregrada. A chegada de Dora ao Trapiche muda a rotina e as relações entre os garotos.

Classificação indicativa: 16 anos



quinta-feira, 15 de abril de 2021

Clássicos da Literatura em Filme - Memórias de um Sargento de Milícias


“Memórias de um Sargento de Milícias”, é um especial baseado no romance do escritor Manuel Antônio de Almeida. Com uma boa dose de humor, a atração conta a história do malandro Leonardo (Murilo Benício) que, depois de muitas confusões provocadas por suas conquistas amorosas, acaba se rendendo à paixão de uma moça, tornando-se um sargento de milícias. A direção é de Mauro Mendonça Filho. Esse especial foi ao ar em 1995, o ator interpreta um dos mais importantes anti-heróis da literatura brasileira.

O livro também já foi postado aqui no Blog e você pode compará-lo ao filme!

Bom filme a todos! :D



quarta-feira, 14 de abril de 2021

Clássicos da Literatura em Filme - Auto da Compadecida


Devido a grande visitação no Blog na semana anterior sobre esse tema, hoje trago a vocês o SUCESSO, de Ariano Suassuna, em livro e em filme.

O livro:

O “Auto da Compadecida” consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral (demonstrando, na fala do personagem, sua classe social) e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

O Filme:


O filme mostra as aventuras de João Grilo (Matheus Natchergaele) e Chicó (Selton Mello), dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver. Eles estão sempre enganando o povo de um pequeno vilarejo no sertão da Paraíba, inclusive o temido cangaceiro Severino de Aracaju, que os persegue pela região. Somente a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro) poderá salvar esta dupla.



sexta-feira, 9 de abril de 2021

Clássicos da Literatura em Filme - Vidas Secas

Vidas Secas (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, é baseado no livro homônimo do escritor Graciliano Ramos. Pressionados pela seca, uma família de retirantes composta por Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, atravessam o sertão em busca de meios para sobreviver.

O livro também já foi postado aqui no Blog e você também pode compará-lo com o filme!

Divirtam-se! Vale a pena! :)



quinta-feira, 8 de abril de 2021

Clássicos da Literatura em Filme - O Cortiço

O Cortiço, dirigido por Francisco Ramalho Jr., é baseado no livro homônimo de Aluísio de Azevedo. Moradora de um cortiço de propriedade do português João Romão, Rita Baiana é uma mulher expansiva e liberal. Ao se apaixonar por Jerônimo, jovem lusitano recém-chegado ao Brasil, ela deflagra um jogo de paixões que acaba em tragédia.

Esse é mais um filme no qual temos o livro aqui no Blog e você pode compará-lo com a obra escrita!!

Espero que gostem! Bom filme a todos! :)




quarta-feira, 7 de abril de 2021

Clássicos da Literatura em Filme - Memórias Póstumas de Brás Cubas

O livro já foi postado, juntamente com sua resenha aqui no Blog, na Semana de Machado de Assis.

Hoje trago para vocês o filme baseado nesse Clássico da Literatura!

Memórias Póstumas de Brás Cubas (2001), dirigido por André Klotzel, é um das adaptações do livro homônimo de Machado de Assis. Após sua morte, no ano de 1869, Brás Cubas decide por narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade.

Divirtam-se! Espero que gostem e comparem com a Obra Escrita!



quinta-feira, 1 de abril de 2021

História - Ditadura Nunca Mais


No dia 31 de março de 2021, completam-se 57 anos do golpe militar de 1964, que deu início a uma longa e tenebrosa noite de 21 anos. Foram anos de graves violações de direitos humanos, mortes, torturas, desaparecimentos, execuções, exílio, censura e humilhações contra os brasileiros.

Desta forma, convido a todas e todos que assistam o Documentário "O Dia que durou 21 anos":



Não é segredo que o governo dos Estados Unidos é ágil para intervir na soberania de outros países quando lhe convém. O que nem todo brasileiro sabe é o grau de apoio do governo estadunidense ao golpe militar de 1964. O episódio derrubou o presidente João Goulart, eleito pelo povo, e deu espaço a um regime autoritário que desrespeitou direitos civis com práticas como a censura, a tortura e a morte.

O documentário, de Camilo Tavares, cumpre com louvor a missão de jogar luzes sobre esse período obscuro da História do Brasil. E o faz de forma bem fundamentada, exibindo documentos ultrassecretos da CIA e gravações de áudio originais da Casa Branca, fontes tornadas públicas há poucos anos.

Complementando seu trabalho com muitas entrevistas com estudiosos e personagens contrários e favoráveis à instauração da ditadura em terras brasileiras, Tavares explora temas como o papel do então embaixador estadunidense no Brasil, Lincoln Gordon, em todo esse processo; e a operação Brother Sam, que previa o posicionamento estratégico de uma frota naval na costa brasileira prestes a invadir o País caso houvesse resistência ao golpe militar.

Mas e qual foi, afinal, o motivo de toda essa preocupação dos EUA em derrubar João Goulart e implantar a ditadura? Medo. Medo de que acontecesse no maior e mais importante país da América Latina o que havia acontecido em Cuba: a instauração do comunismo. João Goulart vinha desenvolvendo um governo de viés popular, que tinha como dois pontos de destaque a reforma agrária e a crítica ao lucro desenfreado de multinacionais em detrimento do Brasil. Isso fez com que Lincoln Gordon pintasse para a Casa Branca um quadro altamente comunista de Goulart e colaborasse para a queda do regime democrático.

Camilo Tavares entrega um filme obrigatório para qualquer brasileiro. Não apenas por sua importância histórica, mas, igualmente, por seu caráter extremamente atual. O assunto ganha destaque nesse contexto contemporâneo de manifestações organizadas em favor da volta do regime ditatorial no País. A facilidade com que as mais diferentes opiniões e mensagens proliferam-se nesta era das redes sociais passa a impressão de que ficou muito mais fácil reescrever a História ao gosto dos interesses – e das ideologias – de pequenos grupos. Fundamentando-se na consulta a múltiplas fontes, o cineasta não só esmiúça detalhes pouco conhecidos desse capítulo da trajetória nacional como, também, lança o convite para que tudo isso fique no passado.