sexta-feira, 17 de julho de 2020

Um Diário Solicitado em Vestibular



Helena Morley começou a escrever Minha Vida de Menina com apenas 13 anos. Isso não significa que ela seja um prodígio da literatura: o livro nada mais é do que um diário adolescente sobre a vida na província. Ao mesmo tempo, é uma leitura saborosa sobre um momento histórico relevante: escrito entre 1893 e 1895, o diário de Morley, pseudônimo de Alice Caldeira Brant, retrata as relações sociais e econômicas em um Brasil afastado das grandes metrópoles e ainda muito marcado pela escravidão, abolida há menos de uma década.

Morley, apesar da pouca idade, era uma observadora atenta do seu entorno. Filha de mãe brasileira e pais inglês, ela conta, de forma sucinta e bem-humorada, conservando a ingenuidade e o espírito rebelde da adolescência, a relação com os pais, os tios e a avó, a decadência da mineração, a pobreza da família, a vida na escola e os hábitos provincianos de Diamantina, em Minas Gerais, onde nasceu.

Muitas vezes, a autora se limita a relatar acontecimentos de forma direta, sem emitir opiniões ou julgamentos, apenas transpondo para o diário o cotidiano. Nesses fragmentos, algumas passagens despertam atenção:

"Meu pai, precisando de algumas praças para o serviço que está fazendo no Bom Sucesso, pôs-se a indagar até saber que as Cunhas têm em casa dois negros que ainda foram do cativeiro e que elas costumam alugar para fora e dividir com eles o dinheiro, porque não estando alugados elas é que os sustentam. Meu pai e mamãe então se lembraram de passar na casa das Cunhas, na Rua do Bonfim, para contratar os negros. .Lá elas disseram que os negros já estavam alugados e no meio da conversa contaram que tinham dois irmãos chamados Geraldo e Anacleto que viviam em casa à toa, sem emprego. Mamãe, depois que elas disseram que os negros já estavam alugados, não prestou mais atenção à conversa das mulheres, deixou meu pai só ficar escutando. Mas quando ela ouviu nos dois que estavam em casa desempregados, mamãe disse: “Por que as senhoras não nos cedem Geraldo e Anacleto?”. As mulheres ficaram espantadas e meu pai teve de explicar que mamãe estava distraída e pensou que eles também eram negros."

O fim da escravidão não significou liberdade econômica para os negros, que continuavam dependentes de seus “donos”, ainda que em um regime diferente. Agora, em vez de escravos, eram “alugados”, tratados ainda como propriedade privada dos brancos. O preconceito, obviamente, era uma marca dessas relações, uma herança que contaminaria gerações por vir.

Como qualquer diário, a passagem do tempo também fica evidente nesta leitura, e nos leva a algumas curiosidades, como o fato de que somente os homens portavam relógios, deixando as mulheres literalmente no escuro.

Outra força motriz da vida em sociedade no local é a religião, que controla o ritmo dos acontecimentos, com as festas, as missas, as rezas, as ladainhas. Muito católica no lado materno, a família de Morley reza quase o tempo todo, embora o pai, descendente de ingleses, se abstenha dessa convicção. Já o Estado está virtualmente ausente, como nota a própria Helena, quando da eleição de Prudente de Morais para a presidência. O pai comemora, mas ela vê o acontecimento com ceticismo.

"Eu sempre digo a meu pai que não pode entrar na minha cabeça que tenha alguma influência para nós aqui na Diamantina mudança de presidente. Meu pai diz que tem toda, que o governo é uma máquina bem organizada e que o presidente sendo bom e fazendo bom governo beneficia o Brasil inteiro e chega até aqui para nós. Eu lhe disse que só poderia acreditar nisso se o presidente mandasse canalizar a nossa água e consertar o nosso calçamento."

A autora, que começou a escrever por incentivo paterno e seguiu com o hábito por exigências escolares, além de achar “mais fácil escrever o que se passava em torno de mim e entre a nossa família, muito numerosa”, acaba desenvolvendo uma consciência crítica sobre seu entorno, refletindo ainda sobre questões atuais como o papel da mulher na sociedade.

Acabou convencida pelas netas a publicar o livro, ainda que não acreditasse que as memórias de uma menina em uma cidade do interior, “sem luz elétrica, água canalizada, telefone, nem mesmo padaria”, pudessem interessar a alguém, tantas décadas depois. O fato é que o diário de Morley não é só uma leitura agradável, com episódios que nos fazem rir e relembrar as rebeldias da adolescência, mas um retrato importante de um período de grandes mudanças para o país, com o fim da escravidão e o início da República.

Não à toa, a leitura passou a integrar a lista de livros obrigatórios para a Fuvest, processo de seleção para ingresso na Universidade de São Paulo. Ainda que o cotidiano ali relatado tenha mais de 100 anos, é um sopro de frescor e jovialidade em uma lista dominada por velhos conhecidos.
Fonte: Achados e Lidos

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Ainda Falando sobre Diários

Escritores da Liberdade

Lançado em agosto de 2007, o filme, baseado em fatos reais, Freedom Writers (em português do Brasil traduzido como Escritores da Liberdade) foi um sucesso de público e crítica.

A história gira em torno da necessidade da criação de vínculos sociais em sala de aula.

O roteiro, assinado por Richard Lavagranese e Erin Gruwell, fala sobre os desafios enfrentados pela professora recém-formada Erin Gruwell com seus desobedientes alunos e a possibilidade de mudança através da educação.

O filme é baseado no livro best-seller The Freedom Writers Diaries, que reúne os relatos da professora e dos seus alunos.


Resumo
[Atenção, o texto a seguir contém spoilers]

A professora Erin Gruwell é a protagonista da comédia dramática passada em um subúrbio problemático norte-americano.

Ela é uma docente recém formada que leciona para o primeiro ano do Ensino Médio as disciplinas de inglês e literatura. Erin trabalha em uma escola da periferia, em Long Beach, Califórnia (Los Angeles).

O desafio enfrentado pela professora é grande: os alunos que encontra pelo caminho são marcados pela violência, pela descrença, pela desobediência, pela desmotivação e principalmente pelos conflitos raciais.

São jovens oriundos de famílias desestruturadas, vítimas de abandono e descaso. Na sala de aula, os alunos dividem-se naturalmente em grupos: os negros só interagem com os negros, os latinos andam com os latinos, os brancos conversam com os brancos.

Já na primeira aula ela percebe o obstáculo que terá pela frente. São alunos mal dispostos, que ignoram a sua presença, a desrespeitam, agridem uns aos outros e fazem pouco caso do material escolar.

A cena abaixo registra bem o impacto da postura dos alunos na atitude da professora. A docente fica simultaneamente perplexa e sem reação diante daquilo que vê:



Erin logo nota que aquilo que ela planejava para os alunos não encontra eco na plateia. Os adolescentes, cada vez mais desinteressados nos estudos, fazem com que a professora reveja a sua metodologia de ensino.

Motivada com a profissão e genuinamente interessada em encontrar soluções para cativar seus alunos, Gruwell busca novas alternativas. Aos poucos, os jovens se abrem e passam a chama-la carinhosamente de professora “G.”

Além dos obstáculos encontrados em sala de aula, Erin ainda precisa lidar com o marido pouco compreensivo que a espera em casa e com a diretora do colégio, uma senhora conservadora que se opõe ao trabalho proposto.

As alterações curriculares sugeridas pela professora pretendiam a aproximar dos alunos através da música, do diálogo e dos jogos. Gruwell desejava alterar a dinâmica vertical da relação entre professor e aluno.

Satisfeita com os resultados que vai percebendo no dia-a-dia, Gruwell decide ir além e investiga a vida pessoal dos jovens.

Aos poucos, conforme a professora vai ganhando a confiança dos alunos, eles começam a falar de si próprios, da violência cotidiana e da família problemática que quase todos têm.

Gruwell inaugura um projeto que convida cada aluno a escrever um amplo e livre diário. A ideia é registrar cotidiano, desde as relações travadas com os amigos e com a família até as ideologias pessoais e as leituras que estão fazendo, fizeram ou gostariam de fazer.

Erin cita o exemplo de Anne Frank e do seu diário
A professora acaba por convencer os jovens que o preconceito transcende todo tipo de barreira e pode atingir pessoas pela cor da pele, pela origem étnica, pela religião ou até mesmo pela classe social.

A professora começa a lecionar sobre a segunda guerra mundial e leva os alunos para conhecerem o Museu do Holocausto. Uma curiosidade interessante surge na cena do filme em que os alunos estão no jantar, no hotel, após a viagem ao museu do holocausto. Todos os personagens que ali estão são efetivamente sobreviventes dos campos de concentração que aceitaram participar do filme.




Em um de seus discursos mais comoventes, Erin sublinha a questão do preconceito e frisa a importância de lidarmos com a herança do passado que recebemos:

"A tarefa da educação é justamente a de apresentar o mundo as gerações do presente, tentando fazê-las conscientes de que comparecem a um mundo que é o lar comum de múltiplas gerações humanas. Ao conscientizá-los do mundo a que vieram, estas deverão compreender a importância de sua relação e ligação com as outras gerações, passadas e vindouras. Tal relação se dará, primeiro, no sentido de preservar o tesouro das gerações passadas, isto é, no sentido de a geração do presente tomar o cuidado de trazer a esse mundo sua novidade sem que isso implique a alteração, até o irreconhecimento, do próprio mundo, da construção coletiva do passado."

A verdadeira Erin Gruwell (na primeira fila, vestida com camisa rosa) e seus alunos.


Personagens principais

Erin Gruwell (interpretada por Hilary Swank)
Uma jovem professora comprometida com o ensino que, de repente, se vê rodeada por jovens que não consegue cativar. Interessada em comprometê-los dentro da sala de aula, Erin vai em busca de novas metodologias capazes de capturar a atenção dos alunos. Ao final de algum tempo, ela consegue recuperar a autoconfiança da turma e o respeito deles pela comunidade.

Scott Casey (interpretado por Patrick Dempsey)
O inconformado marido de Erin, Scott Casey é testemunha de todas as dificuldades encontradas pela professora na instituição de ensino.

Margaret Campbell (interpretada por Imelda Staunton)
A conservadora diretora da escola que acaba por não apoiar a revolução silenciosa promovida por Erin Gruwell.

Eva (interpretada por April L. Hernandez)
Uma adolescente latina que vive em gangues e tem péssimo comportamento na escola apresentando sempre uma postura combativa e de confronto.

A verdadeira Erin Gruwell e a Freedom Writers Foundation

A protagonista do filme Escritores da Liberdade é inspirada em Erin Gruwell, uma professora norte-americana nascida no dia 15 de agosto de 1969, na Califórnia.

Em 1999, Erin publicou o livro autobiográfico The Freedom Writers Diary: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them, que se tornou rapidamente um best seller. Em 2007, a sua história foi adaptada para o cinema.

Em 1998, Gruwell lançou a Freedom Writers Foundation, uma fundação que tem como intuito espalhar a sua vivência em sala de aula retirada do convívio com alunos considerados problemáticos.

A missão da Fundação é dar suporte a alunos e professores, fornecendo ferramentas que facilitem o aprendizado centrado no aluno, melhorando o desempenho acadêmico geral e aumentando a retenção de professores.

A verdadeira Erin Gruwell
Fonte: Cultura Genial

O Filme completo você pode encontrar no Netflix! 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Um Diário Comovente

"O Diário de Anne Frank"

"12 de junho de 1942 – 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Seu diário já foi traduzido para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. Ele destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito."



O Diário de Anne Frank é conhecido por ser um retrato fiel da aflição de uma família de judeus sob a mira do nazismo e o terror da Segunda Guerra Mundial. Traduzido em diversas línguas e adaptado para o cinema, a História da família Frank marcou a literatura e sem dúvidas deixou alguma marca também em cada um dos leitores que se debruçaram sobre ela em algum momento da vida.

Anne Frank era uma menina judia que vivia com sua família: seu pai Otto Frank, sua mãe Edith Frank e sua irmã Margot Frank. Anne adorava estudar e levava seus dias normalmente como qualquer garota da sua idade. Apesar de ter uma personalidade muito marcante, enfrentava suas dúvidas relacionadas à vida, ao primeiro amor, à incompreensão dos pais e a todas essas questões que permeiam a vida nessa idade. No entanto, quando sua irmã recebe uma carta para comparecer a um centro de concentração nazista, toda a estrutura familiar se altera. A família foge e se abriga num esconderijo, um anexo de um prédio de tamanho claustrofóbico em que mais tarde outra família se junta a eles. Trancados em um local pequeno, logo começam a surgir as dificuldades de convivência, o sofrimento por terem que passar seus dias presos lutando pela sobrevivência e o medo de serem descobertos. Anne escreve tudo em seu diário, os horrores e todo o sofrimento que passaram.



O fato de ser o relato de uma adolescente fez toda a diferença, pois Anne depositou em seus escritos toda sinceridade e entrega próprias dessa fase da vida, mostrando-se como uma menina extremante inteligente e cheia de ideias bem articuladas e à frente do seu tempo. Em meio a todo o sofrido contexto histórico da época, conhecemos de perto os gostos, hábitos, qualidades e defeitos de Anne e das pessoas que ficaram isoladas com ela. Desse modo, o livro não é só um relato sobre os terríveis acontecimentos envolvendo o período da Segunda Guerra Mundial, mas também sobre a inocência roubada de uma menina que queria apenas viver sua vida e concretizar seus objetivos, de uma família que viveu o medo diário da morte, de uma história real e triste que poderia ser contada de várias formas, mas essa certamente foi uma das mais incríveis e realistas, pois saiu das mãos de quem a viveu e de quem sentiu na pele o lastro de terror que o nazismo deixou.


A história emociona, a escrita nos toca e o envolvimento que temos com Anne no decorrer do seu diário nos fragiliza no final da leitura e nos deixa indignados e impressionados com a capacidade de tamanha crueldade que um ser humano pode alcançar. Recomendo demais a leitura, é um relato de vida forte, inteligente e sensível que foi incrivelmente brindado com essa nova edição de capa dura, repleta de fotos e muito bem cuidada, um verdadeiro presente e mais que merecido destaque e atenção a uma obra clássica e importante da literatura que todos, sem exceção, deveriam ler.
Fonte: Minha Vida Literária

Você também pode ler "O Diário de Anne Frank" em HQ

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Um pouco de humor inteligente para vocês!


“Dont repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always.” Publicada em Julho de 2014, a crônica que dá título a este volume, que cria uma conversa imaginária de um brasileiro com um gringo visitando o Brasil durante a copa, rapidamente se tornou um viral de internet, até ser comentada em artigo do Washington Post. Trata-se de uma amostra da verve humorística embebida de zeitgeist, crítica ferina e muito afeto de Gregorio Duvivier, um dos autores mais promissores do Brasil na atualidade. Reunindo o melhor de sua produção ficcional, Put some farofa traz textos publicados na Folha de S.Paulo e esquetes escritos para o canal Porta dos Fundos, além de alguns inéditos. Se Gregorio traz o raro dom da multiplicidade, tendo se destacado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos panfletários, exercícios de linguagem e outras experimentações. Os textos vão da pauta que está sendo debatida naquele dia no jornal ao completo nonsense; do amor ao ódio, do íntimo ao universal. No conjunto, o que espanta no autor é o frescor, a coragem, a visão transformadora e, sobretudo, a capacidade inesgotável de se renovar a cada semana, contando sempre com a inteligência e a sensibilidade do leitor.




O livro se divide em três partes, cada uma composta por textos de assuntos diversos. Por todo o conteúdo, é possível encontrar desde crônicas carregadas de humor, algumas beirando o nonsense, até outras politizadas, críticas e reflexivas ou, então, sentimentais e emotivas.

“Assento: põe-se embaixo. Acento: põe-se em cima.

(…) Cumpridas: as leis não são. Compridas: as leis são.
(…) Discriminar: o que é feito com o usuário de drogas. Descriminar: o que deveria ser feito com ele.
(…) Golfinho: baleia extrovertida. Tubarão: golfinho sociopata.”

“Nuances”, páginas 100 e 101


Seja qual for a característica predominante de cada crônica, é visível o quanto cada uma dela é dotada de sensibilidade. Gregório demonstra plena noção do mundo ao seu redor e consegue transmitir em suas palavras suas impressões, opiniões e reflexões, independentemente se em forma de humor ou não. Também, consegui ter certa noção de como sua mente, rápida e criativa, funciona, visto que ele também consegue demonstrar isso ao leitor. De modo geral, são muitas as passagens em que nos deparamos completamente admirados por sua habilidade e domínio com as palavras.
“O que entendi é que é melhor desistir de entender. O roteirista da vida é preguiçosíssimo. Personagens queridos somem do nada. Personagens chatíssimos duram pra sempre. Tem episódios inteiros de pura encheção de linguiça e, de repente, tudo o que deveria ter acontecido numa temporada inteira acontece num dia só. As coincidências não são críveis – e numerosas demais. A vida é inverossímil.”
“Spoilers”, página 197



Fazendo uso de uma linguagem ora coloquial, ora mais formal, cada forma de sua escrita tem um propósito definido e, independentemente de como se apresente, o estilo é único: o estilo Duvivier, extremamente fluido, sagaz, convidativo e capaz de entreter o leitor.

Put Some Farofa é um livro que pode ser lido aos poucos, sendo calmamente degustado, algumas crônicas por dia. Contudo, é quase impossível não se render à voracidade e devorá-lo inteiro em poucas horas. 


quinta-feira, 9 de julho de 2020

Que lugar você quer ocupar no mundo?

Sugerido pelo curso "Da Educação Integral ao Ensino Integral - 1ª Edição/2020", esse vídeo é fala sobre o Projeto de Vida de Camila Agone. Uma jovem engajada que aprendeu cedo a amar a ciência. 
Empreendedora e estudante de engenharia na Universidade Federal do ABC, ex-aluna da rede pública, ainda no Ensino Médio ganhou um prêmio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo com um projeto sobre o poder medicinal da embaúba.
Assista! Motive-se e faça acontecer em sua vida! Você consegue!


Fontes: Curso Inova "Da Educação Integral ao Ensino Integral - 1ª Edição/2020" e YouTube

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Falando sobre o Cyberbullyng...

O termo “Cyberbullying” corresponde às práticas de agressão moral organizadas por grupos, contra uma determinada pessoa e alimentadas via internet.

Em outras palavras, o “cyberbullying” é um assédio moral que corresponde à manifestação de práticas hostis (via tecnologias da informação). Esse bullying virtual tem o intuito de ridicularizar, assediar e/ou perseguir alguém de forma exacerbada.

Com o aumento do uso de redes sociais, esse tipo de prática discriminatória e vexatória tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, sobretudo, entre os jovens.

Características e Consequências


As comunidades virtuais, os e-mails, as redes sociais, os blogs e os celulares são meios de convivência dos jovens, nessas vias, eles se expõem publicamente, fazem amigos e compartilham ideias.

O “cyberbullying” é a violência virtual que ocorre geralmente com as pessoas tímidas e indefesas, ou simplesmente por não caírem na simpatia dos tiranos.

Pesquisas revelam dados assustadores sobre os ataques por meio da internet, onde um em cada dez jovens já sofreu ataque virtual.

Normalmente, os agressores criam um perfil falso na internet com o objetivo de intimidar e ridicularizar sua vítima, o que é feito através de montagens de fotos pornográficas com o rosto do agredido, por exemplo. A pessoa que comete o cyberbullying é chamado de "cyberbullie".

Importante destacar que o “cyberbullying” pode trazer consequências drásticas, como a morte ou suicídio de alguém.

Isso ocorre em maior número entre os jovens, os quais apresentam grandes dificuldades de lidar com os problemas. Assim, eles se isolam, entram em depressão e, em alguns casos, necessitam de apoio psicológico.

Entre adolescentes, jovens e estudantes, esses conflitos são comuns e fazem parte da afirmação da identidade. Pesquisas apontam que, entre os adolescentes, esse tipo de prática é mais comum nas meninas.

Infelizmente, o uso da internet para a organização de ataques à honra das pessoas tem sido uma prática muito comum. Essas ações têm causado grandes estragos na vida da pessoa agredida.

Assim, muitas pessoas enfrentam as consequências de páginas intituladas “Eu odeio fulana”, onde a vítima, na maioria os grupos minoritários (mulheres, negros, homossexuais, etc.), vira alvo de todo tipo de xingamento.

Como evitar o Cyberbullying?


Para evitar o perigo de manipulação dos jovens na internet, a orientação e vigilância dos pais torna-se muito importante. Isso previne que eles sejam vítimas de agressores que buscam alvos fáceis para praticar suas tiranias.

Algumas práticas simples devem ser observadas, entre elas:

  • Instruí-los a não aceitar convites de estranhos nas redes sociais;
  • Comunicar imediatamente aos pais, caso seja vítima de agressão on-line e denunciá-lo ao site;
  • Evitar que exponham fotos e vídeos pessoais na rede, que possam vir a ser usados para montagens maldosas;
  • Instalar programas que controlem o acesso a determinados sites;
  • Monitorar os sites acessados por meio do histórico do navegador;
  • Dizer que ao se postar comentários ou e-mails agressivos na rede, o responsável poderá ser responsabilizado judicialmente.
Bullying x Cyberbullying

O “bullying” (tirano, bruto) descreve as agressões praticadas de forma contínua às pessoas que, segundo os agressores, não se enquadram nos padrões “normais”.

O “cyberbullying” ou “bullying virtual” é a versão do mesmo fenômeno, o qual se estendeu para as redes sociais.

Fonte: Toda Matéria

quinta-feira, 2 de julho de 2020

SÓCRATES: UMA VIDA EXAMINADA



O documentário “Sócrates: Uma vida examinada” aborda a obra e o pensamento de Sócrates, destacando questões como “O que é filosofia?”, “Qual é o papel do filósofo?”, “Como a filosofia faz parte da vida de alguém?”… Trata-se de uma ótima oportunidade para conhecer melhor a vida e o pensamento do filósofo.