quinta-feira, 10 de junho de 2021

Indicação - A Volta ao Mundo em 80 Dias


Sinopse: "A Volta ao Mundo em 80 Dias" é um dos romances mais conhecidos de Júlio Verne. Escrito de forma simples e persuasiva, com uma boa pitada de humor, ele conta sobre uma incrível corrida contra o tempo em que o excêntrico inglês Phileas Fogg se envolve, em companhia de seu criado Jean Passepartout, ao ser desafiado pelos seus amigos. Repleto de aventuras, muito dinâmico e nunca entediante, apesar do vasto material geográfico nele contido, deixa os leitores surpresos a cada reviravolta eletrizante que põe em foco. Lidas as suas primeiras páginas, surge uma vontade espontânea de lê-lo até o fim, e nisso consiste a fonte de sua eterna popularidade.

Resenha: Phileas Fogg é um inglês tranquilo, metódico, solitário e sério, nada parece ser capaz de abalá-lo. Porém a vida de Fogg é caracterizada pela mesma rotina, diariamente ele faz tudo igual e tudo cronometrado. Em seu ciclo de amigos, Fogg é visto como um homem misterioso, ele não compartilha da sua intimidade e vida pessoal com qualquer pessoa na cidade onde mora, Londres.

"Phileas Fogg foi o sucessor de um dos maiores oradores que honraram a Inglaterra. Era um personagem enigmático, de quem nada se sabia, a não ser que era um homem muito galante e um dos cavalheiros mais bonitos da alta sociedade inglesa [...]" p. 17.

Em certo dia, Fogg contrata um novo criado, o francês Jean Passepartout e antes de ir para o clube encontrar com alguns sócios para jogar uíste (whist), Fogg deixa instruções para o seu criado. É durante o jogo de cartas que a vida de Fogg está para mudar radicalmente, pois uma aposta envolvendo uma grande soma de dinheiro (metade da sua fortuna) é feita e é prontamente aceita pelo inglês misterioso, algo que surpreende aos seus companheiros de clube, Phileas Fogg deverá dar a volta ao mundo em 80 dias (abaixo o cronograma da viagem) e ele pretende começar essa grande aventura no mesmo dia.

De Londres – a Suez – navio e trem 7 dias
De Suez a Bombaim – navio 13 dias
De Bombaim a Calcutá – trem 3 dias
De Calcutá a Hong Kong – navio 13 dias
De Hong Kong a Yokohama – navio 6 dias
De Yokohama a São Francisco – navio 22 dias
De São Francisco a Nova Iorque – trem 7 dias
Nova Iorque – Londres: navio e trem 9 dias

Ao chegar em casa de noite, Fogg comunica ao seu criado que eles vão viajar na mesma noite, isso deixa Passepartout surpreso, pois ao procurar emprego na casa de Fogg ele pesquisou sobre o seu empregador pois ele queria uma patrão tranquilo e lhe foi dito que Fogg apesar de ser um homem metódico, ele apresentava diariamente os mesmos hábitos, Fogg não é um homem que cause surpresas ou que apresente variações de humor, mas agora Passepartout deverá dar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Incrédulo, o criado francês arruma rapidamente as malas e eles devem partir rapidamente para Douvers e Calais.

"A noite estava escura e estava garoando. Phileas Fogg, encostado em seu canto, não dizia nada. Passapartout ainda estava aturdido e, automaticamente, apertava contra si a mala de viagem com o dinheiro." p. 45.

Com essa viagem repentina de Fogg e um grande assalto a um banco em Londres, suspeitas recaem sobre o misterioso Fogg e durante a sua viagem ele tem ao seu encalço um homem chamado Fix, um inspetor da polícia britânica que acredita que Fogg é o responsável pelo assalto ao banco, que chega a essa conclusão através das descrições realizadas sobre o suposto assaltante. Fix não mede esforços para deter Fogg e com isso atrasá-lo em seu intento de dar a volta ao mundo no prazo estipulado, mas Fogg ainda precisa lidar com alguns obstáculos até concluir o seu objetivo.

"O inspetor desceu novamente ao cais e se dirigiu apressadamente aos escritórios do cônsul. Rapidamente, e na urgência de seu assunto, ele logo foi encaminhado ao funcionário." p. 61.
Fonte: Saga Literária 






quarta-feira, 9 de junho de 2021

Indicação - Um Estudo em Vermelho


Sinopse:Um Estudo em Vermelho” marca o início da trajetória de sucesso do maior detetive da literatura mundial: Sherlock Holmes; publicado originalmente na revista Beeton's Christmas Annual em novembro de 1887, foi finalmente lançado em formato de livro em julho de 1888; a obra narra o primeiro encontro do detetive com seu fiel amigo Dr; watson, imersos em mais um intrigante mistério a ser solucionado; a minúcia da narrativa permite ao leitor conhecer os costumes da época e os acontecimentos históricos, enriquecendo a trama do caso; com um desfecho que deixará os leitores sem ar, Um estudo em vermelho é mais uma obra genial de Sir Arthur Conan Doyle.Resenha: No início da história acompanhamos a vida de John Watson, um homem que se formou na Universidade de Londres no curso de medicina e não satisfeito com o diploma obtido, ingressa no curso para médico do exército e posteriormente é convocado e serve no exército inglês durante a Segunda Guerra Afegã. Após ser ferido durante o conflito Watson fica doente e sua saúde sofre um grande declínio, ele entra em licença médica e é enviado de volta para a Inglaterra com o objetivo de recuperar-se. Sem ter qualquer familiar, Watson resolve morar em Londres, mas na cidade ele acaba gastando praticamente todo o seu dinheiro ao se hospedar em um hotel e preocupado ele vê a necessidade de morar em um lugar mais barato. Em um bar Watson acabada encontrando de forma inesperada Stamford, um velho colega de trabalho que lhe apresenta a solução para o seu problema.

"Em 1878, diplomei-me como doutor em medicina na Universidade de Londres e viajei para Netley a fim de fazer o curso recomendado a cirurgiões no exército. Após concluir os estudos ali, ingressei no devido tempo, como cirurgião-assistente, no 5º Regimento de Infantaria de Northumberland. O regimento encontrava-se então aquartelado na Índia, e antes de eu poder alistar-me irrompera a segunda guerra anglo-afegã [...]" p. 11.

Esse seu colega diz que tem outro conhecido que deseja encontrar um companheiro para dividir o aluguel de uma casa ou apartamento, mas ele é um homem de ideias "esquisitas". Decidido, Watson vai com seu colega até o laboratório químico do hospital local para conhecer esse homem misterioso, mas ao chegar lá ele fica é curioso e fascinado com esse homem que faz uma surpreendente observação, ele diz que Watson passou um tempo no Afeganistão. Esse homem não tem qualquer diploma em nível superior ou educação "formal", mas demonstra ser extremamente inteligente e perspicaz, esse homem é conhecido como Sherlock Holmes.

Após entrarem em acordo, Holmes e Watson combinam de olhar algum imóvel no dia seguinte e encontram um apartamento na Baker Street (221B) que atende as todas suas necessidades e onde passam a morar. Após alguns dias dividindo o apartamento com Holmes, o Watson fica intrigado quanto à ocupação de seu companheiro, pois nota que Holmes quase não fala de suas atividades, mas Watson percebe que ele recebe no apartamento pessoas completamente distintas uma das outras. Indagado, Holmes alega que essas visitas fazem parte do seu "trabalho", que Watson descobre por meio do próprio companheiro de apartamento que ele é o único detetive consultor no mundo a ajudar pessoas e detetives a solucionar casos, até então, não solucionados.

"Os jornais do dia seguinte surgiram repletos de notícias do Mistério da Brixton, como denominaram o caso. Além de todos trazerem artigos detalhados sobre o assunto, alguns publicaram editoriais com destaque e continham algumas informações novas para mim. Ainda guardo numerosos recortes e fragmentos no meu álbum do assassinato [...]" p. 71.

Em certo momento a tranquilidade e rotina de Watson e Holmes muda quando esse último recebe uma mensagem de Tobias Gregson, um detetive da Scotland Yard que recorre à Sherlock Holmes em busca de ajuda para solucionar um caso. Um homem foi encontrado morto em uma posição horrível em uma casa abandonada, essa casa não há qualquer sinal de arrombamento e o homem não apresenta aparamente qualquer marca ou sinal de perfuração. Após alguma insistência de Watson, Holmes resolve ir ao local e convida o médico para acompanhá-lo. Chegando ao local Holmes tece diversas observações e elabora um relatório que apenas deixa Watson com mais dúvidas e agora Holmes decide investigar o caso à fundo e trazer à trazer a tona a pessoa responsável pelo crime.
Fonte: Saga Literária




quarta-feira, 2 de junho de 2021

Indicação - Feliz Ano Velho


"Feliz Ano Velho", de Marcelo Paiva, é uma obra autobiográfica que causou impacto nacional, em sua época. Nela, Marcelo conta como sua vida mudou do dia para a noite, após um acidente que o deixou tetraplégico. Narra sobre a força de vontade em se recuperar e o apoio dos amigos.

Resenha

Feliz ano velho é o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva, sendo uma autobiografia escrita aos 26 anos, logo após o seu penúltimo tratamento. Diferentemente de algumas pessoas que sofrem algo e se fecham, resumindo-se a isso; Marcelo sente que é preciso lutar.

Assim, a linguagem do texto expressa a irreverência e a determinação, além da compreensão de que “o futuro é uma quantidade infinita de incertezas”. A narrativa em primeira pessoa é bastante clara e direta, coloquial, permitindo ao leitor um rápido envolvimento com a trama.

A história não se detém apenas ao aspecto do acidente ocorrido com o personagem, mas também, aborda todas as lembranças e reflexões que são levantadas por ele, trazendo os aspectos externos e internos do humano. Assim, a história tem um teor muito realista, nos direcionando a pensar em nossos próprios valores e questionamentos.

É um livro que dá asas às lembranças e à imaginação, fazendo do trágico uma base para momentos de humor e ternura. Um dos aspectos mais ressaltados além da determinação de Marcelo, é a constante presença e auxílio da amizade.
Fonte: Beduka

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Pedido de Estudante - Til

Sinopse:

"Berta é uma moça humilde que mora perto da Fazenda das Palmas. Ela ajuda a todos que estão à sua volta e cria um laço forte de amizade com Miguel, Linda e Afonso. Mas a história do seu nascimento esconde mistérios que envolvem muitas pessoas, dentre elas o temível Jão Fera, um capanga da região. Acompanhe esta narrativa e mergulhe no mundo dos clássicos da literatura."


No livro "Til", vemos a história de Berta, que mora em uma cidade pequena, junto a Nhá Tudinha, que a adotou, e seu filho, Miguel, que ama a protagonista. São considerados irmãos de criação. Cotidianamente os dois vão brincar com os amigos Linda e Afonso, porém os pais dos dois não querem que se relacionem com a classe mais baixa de lá.

O livro se divide em duas partes, na primeira a narrativa e na segunda flashbacks, que desvendam os mistérios do passado.

A história toda gira em torno de Berta, Inha, ou Til, como preferir a chamar.

Berta, é delicada, carinhosa e cheia de solidariedade, sempre tentando ajudar todos a sua volta, e tentando descobrir sua origem.

Está se perguntando porque o nome do livro é Til? Simples entender. Berta tenta ensinar algo a Brás, sobrinho do Luis Galvão, rico e pai dos gêmeos Linda e Afonso, que tem distúrbios e é emocionalmente instável, e apenas ela consegue fazer ele a ouvir. E aos poucos o ensina os sons do alfabeto, e aí vem o Til. O Til é o único acento que desperta nele um sentimento bom. Berta percebendo que ele adorou o acento, teve uma “inspiração” e pediu para que ele a chamasse assim.
Fonte: Arena Literária

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Pedido de Estudante - A Moreninha


O romance "A Moreninha" é marco do início dos romances românticos no Brasil. Conta a história de um grupo de estudantes de Medicina que vai passar um fim de semana numa ilha. Um deles, Augusto, se diz capaz de resistir a um relacionamento amoroso, e acaba fazendo uma aposta com Felipe, nesta fica estipulado que se Augusto amasse alguém por mais de quinze dias teria de escrever um romance e confessar seu amor. Na ilha, Augusto passa a se envolver com Carolina, a moreninha, irmã de Felipe, que por coincidência é a mesma garota a quem ele fez um juramento de eterna fidelidade aos treze anos.

Análise

O romance A Moreninha é um clássico da nossa literatura e representa a narrativa romântica com características nacionais. O Romantismo, como grande parte dos movimentos literários, tinha força na Europa. A obra de Joaquim Manuel de Macedo dá os primeiros passos para o Romantismo tipicamente brasileiro.

A obra mostra os costumes e a organização da sociedade que se formava no século XIX no Rio de Janeiro: os estudantes de medicina, os bailes, a tradição da festa de Sant’Ana , o flerte das moças etc. Também está presente a cultura nacional, através da lenda da gruta, em que o choro de uma moça que se apaixonou por um índio e não foi correspondida se transforma na fonte que corre na gruta.

A idealização do amor puro, que nasce na infância e permanece apesar do tempo, é uma das principais características que enquadram a obra como romântica. Além disso, a menção à tradição religiosa (festa de Sant’Ana), o sentimentalismo e caracterização da natureza através da ilha, da gruta e do mar contribuem para montar o cenário do amor romântico entre Augusto e Carolina.

A linguagem da obra é simples, com a presença do popular. O narrador é onisciente, em terceira pessoa. O romance se desenrola em três semanas e meia, em tempo cronológico. A leitura leve, o suspense presente no decorrer do romance e o final feliz fizeram da obra uma referência, que teve repercussão não só na época de sua escrita, como também é lida até hoje.

PERSONAGENS

- Filipe: estudante de medicina, amigo de Augusto. Faz o convite aos colegas para passarem o feriado na casa de sua avó.

- Leopoldo: o mais animado dos amigos de Augusto, também estudante de medicina.

- Fabrício: é prático e um tanto mesquinho quando se trata de relacionamentos. Pede ajuda a Augusto para livrar-se de Joaquina.

- Augusto: é volúvel e inconstante nos relacionamentos amorosos. Apaixona-se facilmente, mas dura pouco, por isso afirma nunca ter amado. Apesar da inconstância, é romântico. Pois não engana as moças, apenas é volúvel.

- Joana: prima de Filipe. Tem dezessete anos, cabelos e olhos negros, é pálida.

- Joaquina: prima de Filipe. Tem dezesseis anos, é loura de olhos azuis e tem faces cor-de-rosa.

- D. Ana: avó de Filipe. Dona da casa na ilha, senhora amável de sessenta anos que nutre um carinho especial pela neta (a Moreninha) que criou após ter ficado órfã.

- Moreninha: irmã de Filipe. Menina de quatorze anos, travessa, engraçada e impertinente.

- D. Violante: uma senhora amiga de D. Ana. Era inconveniente e chateou Augusto com lamentações e assuntos de doenças.
Fonte: Educação Globo

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Pedido de Estudante - Lucíola

Essa semana, postarei obras pedidas a mim, via What's App, pelos estudantes. E hoje iniciaremos com o Livro "Lucíola", de José de Alencar.


O Livro

A obra Lucíola se enquadra nos chamados romances urbanos de Alencar, onde o cotidiano e os costumes de uma sociedade burguesa são relatados. Na literatura desse momento, a figura principal do Romantismo deixa de ser o índio, a natureza, e passa a ser o povo, com suas mazelas e suas virtudes, procurando reafirmar o recente independente país.

O narrador Paulo é também um dos personagens principais. Porém, a obra peculiar de Alencar possui um narrador que não apresenta uma visão crítica em relação aos acontecimentos. Ao decorrer da narração, Paulo parece reviver a emoção dos momentos que teve com Lúcia. A narração feita em primeira pessoa torna-se assim limitada, uma vez que parte sob a perspectiva pessoal de Paulo. Ou seja, não há o distanciamento dos fatos enquanto narrador. Além disso, como estratégia do autor, a história entre Lúcia e Paulo é contada através de uma carta entregue à senhora G.M. para que Paulo não levasse a culpa de publicar o romance e ser mal visto por se envolver com uma cortesã, diante de uma sociedade preconceituosa. Ele também se revela preconceituoso, pois se recusa a contar a sua história.

De outro lado, há Lúcia. A Cortesã é cobiçada pela sua beleza e vive numa sociedade que a julga preconceituosamente, até encontrar Paulo, o único capaz de enxergar além das aparências. Já no primeiro encontro, Lúcia diz que ele a purificou com seu olhar e, a partir das visitas de Paulo, ela se distancia cada vez mais da vida de cortesã e se reaproxima de sua origem, enquanto Maria da Glória. Nessa dualidade de Lúcia, podemos enxergar a dicotomia entre os valores cristãos, de pureza, calma, bondade, e os valores do mundo da libertinagem. A personagem busca a autopiedade e o esquecimento do seu passado, porém não consegue, uma vez que a sociedade não perdoa seus atos. Sendo assim, não existiria alternativa para o desfecho e salvação de Lúcia, a não ser a morte.

PERSONAGENS

Lúcia: cortesã rica que é conhecida por todos como bela e excêntrica. Maria da Glória é seu nome de batismo. Ao decorrer do livro, busca seu autoperdão através do amor que tem com Paulo. Apesar disso, não consegue o perdão diante da sociedade do seu passado de cortesã. Morre no final, grávida.

Paulo: confuso entre o sentimento por Lúcia e os preconceitos que há na sociedade. Ao longo do livro também sofre uma transformação; passa de um homem boêmio a um homem de negócios. Escreve uma carta à senhora G.M. contando sua história com Lúcia.

Sá: amigo de infância de Paulo e ex-amante de Lúcia, ele quem apresenta os dois. Milionário e solteiro, é o típico homem burguês. Dá festas em sua casa e representa o preconceito da sociedade burguesa diante da impossibilidade de haver perdão aos atos de Lúcia.

Cunha: amigo de Paulo e ex-amante de Lúcia. Ela o deixou no dia em que viu sua mulher sozinha, triste.

Couto: foi o primeiro cliente de Lúcia. Responsável por oferecer dinheiro a ela, em troca de favores sexuais, quando Lúcia tinha apenas 14 anos.

Rochinha: na roda de amigos boêmios, é o mais novo, com 17 anos, e o mais inexperiente. Porém, tem uma vida irrigada por bebidas alcoólicas.

Laura: uma das prostitutas que participaram da festa na casa de Sá.

Nina: uma prostituta que se interessou por Paulo, com quem chegou até a marcar um encontro, que não acontece.

Jesuína: Quando Lúcia foi expulsa de casa por seus pais, foi morar com Jesuína. Mais tarde, ela aparece como suposta enfermeira na casa de Lúcia.

Ana: Com 12 anos e irmã mais nova de Lúcia, vai morar com ela no interior. Possui traços muitos semelhantes aos de Lúcia. Quando Lúcia falece, fica sob responsabilidade de Paulo, e no final do livro casa-se.
Fonte: Guia do Estudante

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Indicação - Um Clássico: Orgulho e Preconceito

Hoje trago a indicação referente ao post do dia 10 de maio, de um CLÁSSICO da Literatura e ressalvo que é uma indicação de muito bom gosto!!!! ❤


Além do Livro "Orgulho e Preconceito", deixo a vocês uma resenha dele também:

"Sem reservas, Jane Austen narra minuciosamente os costumes, tradições e preconceitos do início do século XIX, período em que a Inglaterra era conhecida por seu avanço econômico. A autora, por viver nesse período, possui um conhecimento minucioso da sociedade inglesa, o que torna sua obra rica em detalhes e descrições reais de tal sociedade. Aqui, diferentemente dos romances históricos que estamos acostumados a ler, o preconceito é legítimo e palpável. Sem floreios vemos o quanto a sociedade daquela época se vangloriava por sua hierarquia, elemento esse que separava os bem abastados dos mais simples, de forma que o encontro entre as diferentes classes era meneado apenas pelo respeito aos costumes da época, o que demonstra não só o preconceito que perpetuava em tal época, como também, o demasiado orgulho.

O Sr. Darcy, rico, culto e extremamente exigente, é um exemplo perfeito de como o orgulho e o preconceito eram tão comuns em tal época. Criado sob a luz de sua posição social, ele se diferencia com orgulho, ostentando sua estima com suas atitudes e escolhas. Entretanto, saindo de Londres para acompanhar o amigo Sr. Bingley a uma temporada no campo, sua posição, riqueza e títulos são, finalmente, questionados. Seu amigo, ao se envolver com a simples e volumosa família Bennet, o coloca mais próximo da inteligente e bela Elizabeth, por quem ele de início nutre uma antipatia baseada em sua “inferioridade” social.

“Qual delas? – perguntou ele, voltando-se e detendo o olhar em Elizabeth por um instante, até que, encontrando-lhes os olhos, desviou os seus e disse friamente: – É tolerável; mas não tem beleza suficiente para tentar a mim […]”

Elizabeth por outro lado, não possui nenhum sentimento positivo com relação ao Sr. Darcy, para ela, ele é mais um homem orgulhoso que, sustentado em sua riqueza, busca se diferenciar dos outros. Preocupada com a recente aproximação de sua irmã mais velha com o Sr. Bingley, ela se envolve com os novos visitantes, ficando na presença do Sr. Darcy mais do que gostaria. Lizzy não se deixa intimidar pelo ar de superioridade mantido por Darcy o que torna o convívio deles engraçado e bem humorado. Inteligentes, eles nos fazem rir com seus diálogos irônicos, permitindo que possamos conhecer mais sobre a personalidade de ambos.

“- O Senhor pretende me intimidar, Sr. Darcy, aproximando-se com toda esta imponência? Mas não ficarei inibida, embora sua irmã toque tão bem. Possuo uma obstinação que impede a vontade alheia de me amedrontar. Minha coragem sempre é despertada quando tentam me intimidar.”

As idas e vindas do destino fazem com que Elizabeth e Darcy se encontrem constantemente, os aproximando, derrubando barreiras. Logo Darcy se vê apaixonado, contudo, Elizabeth ainda vê nele um forte preconceito e orgulho, o que o distancia dela, independente do sentimento que ele diz ter. Entretanto, quando o amor é forte e real, é possível superar qualquer problema, e para Darcy, a única forma de tê-la é deixar de falar, e mostrar com ações, o quanto a ama.

O amadurecimento dos personagens, os encontros e desencontros, os diálogos engraçados e as leves críticas sociais feitas a época dão a narrativa de Jane Austen um caráter único, envolvente, delicioso. O Sr. Darcy nos mostra a força do amor, tudo isso de uma forma viva e real. Por ele continuamos a ter esperança no amor, nas mudanças que esse sentimento é capaz de fazer.

Mesmo sendo um clássico a trama é atual, abordando o preconceito de uma forma que perdura até hoje. Com boas doses de emoção, divertimento e inteligência, “Orgulho e Preconceito” é uma obra completa e envolvente, que além de descrever a grandiosidade do amor, demonstra com destreza as surpresas que a vida tende a nos reservar."
Fonte: Livros e Fuxicos