quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Semana Contos de Terror - A Mão do Macaco

A Mão do Macaco: Muito cuidado com o que você deseja!


A Mão do Macaco, do escritor inglês, William Wymark Jacobs. Um conto pequeno e ao mesmo tempo tão intenso e interessante, que é difícil passar batido.

O texto foi escrito em 1902, simplesmente há 118 anos. Mas não pense que isso o torna chato ou que tem uma escrita complicada, nada disso! O texto é super atual e flui muito bem, até porque, é bem curtinho.


Na história, uma família muito humilde, composta por pai, mãe e um filho jovem adulto, estão em sua casa tranquilos, em uma noite fria, quando um forasteiro chega pedindo abrigo. O homem é um soldado, que um dia fora conhecido da família e, por isso, é prontamente recebido no interior da casa.

Entre muitas conversas meio desconexas e copos de Whisky, o homem conta para a família sobre uma estranha pata de macaco que realiza três desejos de quem a estiver portando. O homem sugere que a mão seja lançada ao fogo, mas o pai da família pede para ficar com ela, o que lhe é atendido sobre o fatídico aviso: “não me responsabilize pelo que possa ocorrer”.

Entre muitas risadas e deboche, a família conversa sobre aquela estranha mão de macaco seca. Contudo, o pai, por brincadeira junto ao seu filho, decide pedir 200 libras. E ao fazer o pedido, instantaneamente ele jura ter sentido a mão se contrair junto a sua. Como nada acontece, a mão é encostada e a família segue sua vida até que, na manhã seguinte, um estranho homem chega até a casa com uma notícia no mínimo estarrecedora.

Obviamente não dá pra contar mais daqui para frente, mas adiantar que é uma espiral de acontecimentos chocantes. Que vão te deixar pensando seriamente se deve pedir alguma coisa quando encontrar a lâmpada do Aladim.

Uma aura de mistério e descrença cerca o conto que, aos poucos vai se revelando como uma narrativa que entrega muito mais do que o que a simples sinopse pode apresentar. E o que mais fascina, é que em sua simplicidade e rapidez, ela consegue criar a atmosfera de estranheza e terror, de modo que ao final da leitura estamos envolvidos e chocados com tudo que se passou.

Além disso, o final do conto nos prega uma peça, fazendo com que terminemos a leitura como se estivéssemos correndo com toda velocidade na direção de uma porta que está se fechando, mas não conseguimos alcançar e ela se fecha um milésimo de segundo antes de chegarmos.
Fonte: Literalmente Uai



quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Semana Contos de Terror - A Queda da Casa de Usher

A Queda da Casa de Usher - Edgar Alan Poe

Além de ser uma das obras mais conhecidas de Edgar Allan Poe, A Queda da Casa de Usher pode ser considerada uma síntese do estilo literário do autor. Vários elementos presentes em outros de seus textos aparecem nesse conto, que foi publicado originalmente em 1839: o cenário macabro e decadente, atingido por tempestades e ventos fortes; personagens perturbados e próximos da loucura; mulheres pálidas e de saúde frágil; e acontecimentos sobrenaturais inexplicáveis.


O conto é narrado por um personagem sem nome, que vai passar alguns dias na mansão de Roderick, seu antigo amigo de infância. Roderick e sua irmã gêmea, Madeline, são os únicos herdeiros da tradicional e misteriosa família Usher.

Ao chegar na casa, o narrador se surpreende com o ambiente assustador onde seu amigo vive. A famosa Casa de Usher parece estar envolvida por uma atmosfera opressiva, que causa calafrios em seu visitante. O estado de saúde dos irmãos também é preocupante: Lady Madeline está à beira da morte, enquanto Roderick diz estar sofrendo de uma doença hereditária, que faz com que seus sentidos fiquem aguçados no limite do suportável.

Com o passar dos dias, o narrador descobre que o destino da mansão e de seus moradores está interligado de uma forma irremediável (de fato, a “Casa de Usher” do título pode se referir tanto à moradia da família, quanto à família propriamente dita).

Poucas explicações e uso do efeito

Antes de qualquer coisa, preciso alertar aos futuros leitores de A queda da casa de Usher que pouca coisa é explicada no conto. Os fatos vão se sucedendo e a gente vai acompanhando os sustos do narrador até o seu desfecho. Existiria uma maldição sobre a família Usher? Será que a atmosfera da casa levaria seus moradores (e visitantes) à loucura? Ou seriam os moradores que influenciaram o a atmosfera da casa?

Mesmo sem revelar os segredos da história, Edgar Allan Poe usa um “truque” explicado por ele no famoso texto A filosofia da composição: a criação do efeito. Antes mesmo do leitor saber qual é o tema do conto, ou de conhecer a mansão e seus moradores, ele já percebe que coisas boas não vão acontecer ali. Leia as primeiras frases da narrativa:

"Durante todo um dia pesado, escuro e mudo de outono, em que nuvens baixas amontoavam-se opressivamente no céu, eu percorri a cavalo um trecho de campo de tristeza singular, e finalmente me encontrei, quando as sombras da noite se avizinhavam, à vista da melancólica Casa de Usher. Não sei como foi – mas, ao primeiro olhar que lancei à construção, uma sensação de insuportável angústia invadiu meu espírito."

Pronto. Logo nas primeiras linhas, Poe mexe com as emoções do leitor, colocando-o no “clima” ideal pra que seu texto tenha mais efeito sobre ele. Edgar Allan Poe foi um mestre em fazer isso.

Uma obra influente

Com o passar dos anos e o uso repetitivo dos mesmos efeitos (por outros autores e pelo próprio Poe), muitos desses artifícios narrativos se tornaram clichês, assim como a construção dos personagens dessa história.

Roderick e Madeline Usher são estereótipos de figuras românticas. Ela é como tantas outras “mocinhas” do Romantismo: jovem, misteriosa, pálida e com a saúde debilitada. Já Roderick personifica o próprio artista romântico, atormentado e sensível, que pinta quadros, toca instrumentos e escreve poesia. Um de seus poemas, Solar dos espectros, aparece em A queda da casa de Usher – é sobre um castelo que é invadido e conquistado por “entes do mal”.

Devido a esses fatores, talvez o conto não seja tão surpreendente para o leitor contemporâneo, embora o clímax e o desfecho continuem impactantes.

É inegável, porém, o tamanho da influência dessa obra de Edgar Allan Poe. É pouco provável que obras sobre residências onde acontecem fatos sobrenaturais (como O iluminado ou A colina escarlate) não tenham sido influenciadas – ainda que inconscientemente – por A queda da casa de Usher.
Fonte: Valeu Gutenberg



quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Semana Livros de Terror - O Colecionador

O Colecionador


Sinopse
“O Colecionador” é o primeiro livro de John Fowles, escrito em 1963. O romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele então passa a ter uma ambição: sequestrar a bela Miranda, seu amor platônico. A trama se desenvolve com a disformidade da personalidade de Clegg, que tem a seu favor apenas a superioridade de força, contra a vitalidade e inteligência de Miranda que, contando com sua superioridade de caráter, confunde e ofusca o medíocre sequestrador.

Resenha

O Colecionador, romance de estreia de John Fowles, ficou anos esgotado no Brasil, apesar de já ser considerado um clássico de sua época. Publicado pela primeira vez em 1963 e adaptado para o cinema dois anos depois, foi finalmente relançado pela Darkside Books em 2018 em uma primorosa edição que, além de belíssima, reúne a introdução de Stephen King escrita em 1989 e um posfácio de Antônio Tibau, tradutor da obra, com alguns apontamentos referentes às muitas citações artísticas que aparecem ao longo da trama.

Frederick Clegg é um homem solitário, que coleciona borboletas. Obcecado por Miranda Gray, jovem que ele acompanha e observa de longe, encontra a oportunidade de tê-la em sua vida quando ganha na loteria e passa a planejar o sequestro da moça.

O Colecionador não é angustiante apenas por ser o relato de um sequestro, mas sobretudo por toda habilidade com que John Fowles construiu cada detalhe do livro. O fato de só haver duas personagens na trama, ainda que outras sejam mencionadas pelos protagonistas, reforça a sensação de confinamento de Miranda, bem como demonstra a limitação do mundo de Clegg, voltado a sua obsessão pela jovem; a narrativa em primeira pessoa, primeiro dada por Clegg, depois por Miranda, não apenas demonstra as diferentes perspectivas de um e de outro, mas permite tanto ao leitor penetrar no mais íntimo de cada protagonista quanto permite à Miranda um mínimo de libertação, já que ela, dessa forma, tem direito à própria voz.

A tensão em O Colecionador, também, se dá em diferentes níveis. O primeiro é o mais aparente, ligado ao thriller em si e à expectativa pelo desfecho. Miranda conseguirá escapar? A que ela será submetida durante seu cárcere? Porém, John Fowles vai além, explorando a tensão dada pelo embate psicológico dos protagonistas: eles são sequestrador e vítima; homem e mulher — o que é relevante especialmente pelas muitas declarações machistas de Clegg e pelo fato de Miranda enfrentá-lo; indivíduos pertencentes a classes sociais diferentes. Da mesma maneira que o autoengano na narrativa de Clegg demonstra sua recusa em se aceitar como louco, as falas muitas vezes esnobes de Miranda não a permitem se admitir como pertencente à classe que ela critica, e sua erudição tanto confirma isso quanto a afasta ainda mais de seu carcereiro. Por fim, há também a tensão gerada no leitor em relação aos sentimentos criados pelas personagens em um jogo antagônico de encantamento e repulsa: é possível se afeiçoar a Clegg em certo grau, mesmo o odiando, fazendo com que compartilhemos com Miranda certa Síndrome de Estocolmo.

O Colecionador proporciona uma experiência tanto frenética quanto perturbadora, e não apenas pela história propriamente dita, mas sobretudo pelo que ela revela: é perverso estarmos na situação de quem se delicia com o horror narrado. A Darkside merece também destaque pela edição produzida, demonstrando o quão enriquecedor é o ato de se incluir textos de apoio a uma leitura. Muito do que é absorvido do livro, se deve a sua introdução e ao seu posfácio, que também deixam com a sensação de quê, um dia, seria ótimo reler a obra para explorar suas muitas camadas, algo impossível de se fazer em uma primeira leitura.
Fonte: Minha Vida Literária
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Semana Livros de Terror - Seres Mágicos e Histórias Sombrias

Seres Mágicos e Histórias Sombrias


“O que aconteceu depois?” É com essa pergunta de criança, que todas as boas histórias carregam em si para atiçar seus leitores a virar mais uma página, que Neil Gaiman nos lembra do que realmente importa em uma história. Deixando de lado rótulos de gênero e as limitações que eles podem trazer a todos os envolvidos na leitura (seja o autor ou o leitor), Gaiman se une a Al Sarrantonio (autor e editor de antologias) para compilar uma coletânea na qual o tema central é, simplesmente, uma boa história.

Seres Mágicos e Histórias Sombrias” é uma coletânea bastante diversificada. Não à toa conta com nomes conhecidos do terror, da fantasia e também do policial. Entre eles Joyce Carol Oates, Peter Straub, Chuck Palahniuk, Jeffery Deaver e Lawrence Block.

Por se tratarem de temáticas diferentes, desenvolvidas por autores diferentes, é difícil encontrar um fio condutor nesta coletânea. Em “Seres Mágicos e Histórias Sombrias” temos de tudo. Um homem que, de uma hora para outra, passa a sentir um desejo incontrolável de beber sangue (no, surpreendentemente, envolvente “Sangue”, de Roddy Doyle, conto que abre a antologia); um matador de aluguel (em “Descrença”, de Michael Marshal Smith); um homem que volta da guerra para reencontrar seu filho e sua esposa com menos saudades dele do que ele esperava (em “As estrelas estão caindo”, de Joe R. Landsdale), uma mulher que perde sua vida real ao virar musa de um namorado escritor (em “Uma vida em ficção”, de Kat Howard) e até uma perigosa escadaria que pode levar ao inferno (em “O diabo na escada”, de Joe Hill, cuja diagramação é totalmente inusitada, dando um ritmo bastante diferente à leitura).


Os contos mais envolventes podem ser citados como o “Perdedor” (de Chuck Palahniuk), que em menos de dez páginas de uma narrativa intensa e ligeiramente incômoda o deixa curioso para conferir outras obras do autor; e “Pegar e Soltar” (de Lawrence Block), um conto essencialmente de suspense sobre um homem adepto da técnica de “pegar e soltar”, embora não pratique isso apenas com peixes, mas também com mulheres, freando seus impulsos de matá-las.

Em “Seres Mágicos e Histórias Sombrias” Gaiman e Sarrantonio propõem que a percepção de fantástico nada mais é do que lançar uma nova luz em direção àquilo que já conhecemos, nos fazendo ver o conhecido com outros olhos. Falsos gurus, gêmeos de relacionamentos complicados, famílias enlutadas. Tudo vale desde que em algum momento o leitor sinta a vontade de dizer aquelas quatro palavras que são as que realmente dão o tom de mágica a uma história: “O que aconteceu depois?”


Fonte: Além da Contracapa 


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Semana Livros de Terror - Os Condenados

Os Condenados


Sinopse:
"Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista, explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best- seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco."


Resenha:

Em Os Condenados vamos conhecer Danny, um autor famoso que teve seus dias de glória após escrever um livro sobre sua história de quase morte. 
Danny era gêmeo, e sua irmã faleceu nesse incêndio quando ainda era adolescente, o problema é que Ash não se deu por satisfeita em ficar sozinha no seu paraíso particular, ela acredita ter sido abandonada pelo irmão, e por esse motivo volta para atormentá-lo.

Danny nunca fora o gêmeo carismático, Ash sempre foi a gêmea especial, a aluna exemplar, a amiga mais divertida e a pessoa a se destacar nas festas, mas só quem convivia com ela sabia que o mal já habitava a garota muito antes dela morrer. Nosso protagonista nunca se preocupou em enfrentar a irmã, se acostumou a receber ordens e estar sempre em segundo plano, e depois que a mesma morreu se adaptou a ser só e assombrado. Mas quando enfim seu coração encontra companhia, Danny arruma um motivo para lutar e enfim obrigar sua irmã a permanecer no descanso eterno.

Imagina aquele filme de terror, aquele em que as cenas onde os fantasmas aparecem arrepiam tudo, é assim que acontece em Os Condenados. Danny é um banana, o irmão gêmeo que foi amaldiçoado ao nascer com uma gêmea um tanto quanto cruel, e que depois de vê-la morrer, passou anos sendo assombrado e aterrorizado. Ash acabou com todos os relacionamentos, expulsou toda e qualquer mulher que tentou se aproximar dele, até que ele conhece alguém que viveu a mesma experiência que ele e que acredita no pós morte.

Todo o contexto criado por Andrew é viciante e horripilante ao mesmo tempo, os personagens são bem construídos e as cenas de terror são aterrorizantes. Ash é a fantasma mais malandro que existe... não deixa ninguém em paz.
Segundo Danny e sua experiência, e céu é o dia mais feliz da vida de uma pessoa, já o inferno, o pior dia vivido... Pensando assim como seria seu céu ou inferno?

O autor não trata apenas de meticismo no enredo, mas também de amor, já que tudo teria continuado na mesma se não fosse Danny ter se apaixonado e resolvido lutar para ter uma família. Mais uma vez Andrew mostra que seus livros não são apenas terror, mas que possuem muito mais no enredo do que o esperado do terror comum.

Com uma narrativa que penetra a alma do leitor, Andrew nos apresenta mais uma história assustadora e cheia de amor. Se aventure nas páginas de Os Condenados e sinta a doce essência da presença de Ash.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Semana Coleção Vaga-Lume - Sozinha no Mundo

Sozinha no Mundo


Sinopse: A mãe morreu. O tio Leonel sumiu. A única conhecida perdeu a memória. Pimpa, de 14 anos, acabou de chegar a São Paulo e está completamente só. Mas uma mulher parece estar muito interessada na garota. Por quê? É o que Pimpa pretende descobrir. Até lá, só lhe resta fugir da estranha mulher que a persegue. Mas para onde ir, quando se está sozinha no mundo?

Sozinha no Mundo foi escrito por Marcos Rey. O livro nos apresenta Pimpa, uma garota de quatorze anos, muito amável e esperta, que possui uma linda oncinha e nunca a abandona. Pimpa e a mãe saíram de Serra Azul para ir à São Paulo procurar o “tio” Leonel, que as ajudava com dinheiro. Durante a viagem, no ônibus, a mãe de Pimpa falece. A partir daí, a menina órfã encontra uma família disposta a ficar com ela até que o seu tio seja encontrado, mas é claro que as coisas não acontecem de forma tão simples. Uma mulher, que se diz assistente social, aparece na casa dessa família procurando por Pimpa. A menina, esperta e com medo, dá um jeito de fugir. A fuga é realizada com sucesso, mas agora... Pimpa está sozinha no mundo. 

"Dona Berenice deu em Pimpa um beijo de despedida. Noel pensou em fazer o mesmo, mas cadê a coragem?"

Uma aventura é o que o livro nos reserva. Uma aventura muito especial. Pimpa está sendo perseguida pela mulher que se diz assistente social. Então, não consegue parar em lugar algum. Sempre encontra alguém com bom coração disposto a ajudá-la, mas a menina logo foge novamente, para não ser pega. Ela passa por um parque, uma manifestação feminista, conhece um “professor diferente”, uma “ex” famosa que cuida de cães de rua... São muitas aventuras! Umas, que valem a pena guardar, outras, nem tanto. 

Por fim, as aventuras de Pimpa vão agradar você. A leitura de Sozinha no Mundo nos traz lembranças da infância. E além de nos fazer viajar dentro da história, também é capaz de nos fazer viajar no tempo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Semana Coleção Vaga-Lume - A Turma da Rua Quinze

A Turma da Rua Quinze


O livro A Turma da Rua 15 é narrado em 3ª pessoa e conta a história de um grupo de amigos que moram na rua quinze e em seu entorno que, após o sumiço inexplicável de Marcão, um integrante da turma, resolvem investigar uma mansão recém ocupada por um cara muito estranho de uma cicatriz horrorosa no rosto. Aventuras indo e vindo, vemos cenas de comédia, ciúmes e brigas (a mais hilária foi a do término de uma partida de futebol onde rolou uma confusão muito feia com socos e pontapés).

Resenha

Tudo começa no dia 20 de Julho de 1969, data em que o homem chegou a lua e dia em que Marcão desapareceu.

Marcão é membro da Turma da Rua Quinze, que tem outros participantes a saber: Serginho (irmão do Marcão), André, Renato, Pedro, Tigre e o cachorrinho Napoleão. Marcão sumiu sem deixar pistas, deixando sua família e amigos preocupados.

Enquanto os garotos buscam solucionar o desaparecimento de Marcão, surge no bairro um homem misterioso com uma enorme cicatriz no rosto. Tudo nele transpira mistério, principalmente, quando em uma noite, ele faz entregas de pacotes suspeitos de forma muito cautelosa a homens tão ou mais estranhos do que ele. 
A Turma é tão curiosa quanto corajosa, típico da idade, e resolvem investigar. 
Nesse ínterim, chega ao bairro uma garota que promete mexer com a tranquilidade dos meninos.

Essa história recheada de aventuras envolverá não somente os garotos da rua Quinze, como também um delegado aposentado e policiais corruptos.